Novas realidades: Jornalismo “marqueteiro”, crossmedia e transmídia


Por Bruna Briti*


Você se informa por onde? Quando quer saber uma notícia nova da sua cidade, você busca no google ou em um portal de notícias? Ah, você vai checar nas redes sociais? Sem sombra de dúvida, as “mídias” mais rápidas são as que estão na internet, depois vem às mídias tradicionais como rádio, TV, jornal impresso, revista... Sem falarmos nas mídias “alternativas” como, por exemplo, o Whatsapp. Sim! A forma de nos mantermos atualizados mudou bastante! E fica pra outro momento, o debate sobre “Fake News”, pois nem tudo que recebemos pelo celular é informação “checada e apurada jornalisticamente”. O bom é que hoje existem vários sites especializados em “desvendar” as notícias falsas como a Agência Lupa (Folha e Uol), www.aosfatos.org, entre outras.


Fiz a provocação acima pra confirmar que hoje buscamos o “jornalismo marqueteiro”! Este termo ‘acabo de criar’, kkkkk, pra dizer que buscamos “manchetes” que resumam ao máximo a notícia. E lemos, geralmente, o título, e o primeiro parágrafo! Se a notícia for “bem quente” e de interesse do leitor, lemos os próximos parágrafos. Para a maioria dos brasileiros, não adianta escrever “textão”, pois em um Portal de Notícias (por exemplo), as pessoas buscam saber o “que aconteceu” para comentar com os amigos e familiares, seja falando ou compartilhando nas redes sociais, e muito menos pra “agregar” na sua “opinião pública” sobre o fato.


Então, podemos dizer que o “produto” do jornalista é “vender notícia apurada”!? Deveria ser! Mas não basta escrever para uma única mídia! Os leitores estão em todos os lugares e plataformas, portanto, é preciso ser crossmedia! Ou seja, é preciso contar uma história por meio de diferentes canais de comunicação e distribuição!


Por exemplo, criei há dois anos o Portal de Notícias www.litoralempauta.com.br, com foco no Litoral Norte Paulista. Em seguida, veio o jornal impresso mensal de mesmo nome! Sim, ainda temos espaço para o impresso, (em cidades menores), que dá “prestígio” aos colunistas, anunciantes e entrevistados! De fato, as notícias repercutem mesmo é nas nossas redes sociais e no WhatsApp (toda segunda-feira, envio por meio de lista de transmissão, um compacto das principais notícias da semana para cerca de 1.500 contatos do amigos, comerciantes e pessoas que se inscreveram pra receber nossas notícias no Portal). E até pouco tempo atrás, fazíamos lives (entrevistas ao vivo) pelo instagram do Portal, e convertíamos esta entrevista em um podcast, veiculando o áudio em uma rádio comunitária, aos sábados! Isso é ser crossmedia.


Você escolhe qual mídia quer ler a notícia! Sendo que uma “mídia” complementa a outra.

A diferença dos canais “Transmídia”, é que a notícia é dada “exclusiva para um canal”. Portanto, uma mesma notícia é dada no Portal de uma forma, no rádio focando outra linguagem, e nas redes sociais, em formato de postagem e texto... Aqui, um canal/mídia não “pede” complemento do outro!


Mesmo que minha essência seja ser JORNALISTA, eu vivo mesmo é do marketing! Em junho próximo completamos 10 anos de Agência de Publicidade, a gentecom.com.br. Aqui no litoral e interior do estado, se eu perguntar pra um comerciante se ele quer que eu escreva uma notícia do comércio dele, ele vai responder que não precisa! Mas, se eu perguntar se ele precisa de postagens para as redes sociais, ele vai dizer que sim!


Então, sou “jornalista marqueteira”! Dei um jeito de continuar “jornalista” e “mega necessária” para a vida dos meus clientes e amigos! Agora me conte o que achou destes temas que abordei? Me envie um e-mail brunajornalista@hotmail.com ou comente nas minhas redes sociais @brunabritijornalista, @litoralempauta e @gentecom.


*Jornalista há mais de 20 anos em Caraguatatuba, litoral de SP! Fiz mais duas faculdades, mestrado e doutorado (como é bom estudar!), o que me garante até hoje a atuação como professora universitária. Sou esposa do Raphael, mamãe do Arthur (5 anos) e da Bella (2 anos), empreendedora e voluntária na Obra de Maria.

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